Agora tudo – fotos, vídeos, intervensão, idéias, experimentações, desenhos, moi – está lá!!!
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”La photo du jour” de hoje foi tirada em 1933 na Espanha pelo fotógrafo francês Henri Cartier-Bresson. Nascido na França em agosto de 1908, Bresson descobriu, após passar sua infância fotografando com uma Box Brownie, sua latente paixão pelo fotografia após ver publicada na revista Photographies uma foto do húngaro Martin Munkacsi onde estavam três negros correndo para o mar no Congo. Cartier-Bresson fotografou pelo mundo: Índia, México, Japão, União Soviética, Paquistão, Cuba, África. Gostava de fotografar o momento decisivo. “Me cativa o espírito observar a realidade” disse em uma entrevista em 1996. Trabalhou para quase todas as revistas e jornais internacionais e em meados de 1947 fundou a Agência Magnum juntamente com Robert Capa. Cartier-Bresson morreu em 2004 depois de parar de fotografar e de se dedicar a pintura e ao desenho, uma de suas paixões.
Como seria possível dizer que uma mesma mídia, a internet, ‘pertence’ à multidão e ao mesmo tempo controla a vida?
Pois bem. Quando nos conectamos a internet em casa, no trabalho, numa lan house ou em qualquer lugar estamos em busca de informação, queremos ‘postar’ em nossos blogues e em nossos “flogues” ou conversar com amigos, colegas de trabalho, etc.
Estamos, nestes momentos, produzindo e transmitindo, através da rede, nossas singularidades. E são estas singularidades que, de acordo com Antônio Negri, compõem a multidão. As singularidades são o reconhecimento do outro, a relação com o outro.
E a internet, principal ferramenta usada por essa multidão, proporciona a produção e a veiculação dessas singularidades com perfeição devido a sua arquitetura rizomática de transmissão de dados diferente da usada nos meios de produção de massa.Hoje essa multidão produtiva e inteligente está condicionada a um tempo unificado, a uma jornada unificada de trabalho. O modelo industrial de produção onde o tempo de trabalho não era unificado e sim disperso foi substituído pela produção imaterial: a produção de conhecimentos e de informações, a comunicação, e até mesmo as relações interpessoais. A multidão é controlada pelo capital através desse tempo.
Portanto a multidão que não deveria ser regida por ninguém, devido a sua multiplicidade de singularidades, é controlada pelo modo de vida vigente, pelo modo de produção do capitalismo cognitivo.
Termina dia 10 de Junho a exposição World Press Photo 2007 no Sesc Pompéia, São Paulo. Ela reúne as 205 fotos premiadas ano passado pela agência holandesa World Press Photo que premia as melhores fotografias e ensaios em fotojornalismo pelo mundo. Dentre os 58 fotógrafos premiados estão o americano Spencer Platt, ganhador do prêmio “a foto do ano” (com a foto acima) e o brasileiro João Kehl ganhador do primeiro lugar na categoria ‘Esportes em geral’. Khel conquistou o prêmio com o ensaio que fez numa academia de boxe ao ar livre instalada embaixo do Viaduto do Café no Bairro do Bexiga em São Paulo.
Por conta do nosso bendito/maldito copyright não foi possível conseguir as fotos do ensaio premiado de João Kehl. A foto acima é uma foto de divulgação da exposição retirada do Portal Sesc.
O que parecia ser mais uma fotógrafa de moda da década de 60 se tornou um grito contra o senso comum, à plasticidade e à hipocrisia das coisas e das pessoas. Diane Arbus era filha de uma família burguesa e começou sua carreira no efêmero ‘mundinho’ da moda. Depois de se separar do marido e fotógrafo, Allan Arbus, no começo da década de 60, Diane resolver experimentar “o outro lado”. Foi nessa época que ela procurou como modelos, não mais corpos perfeitos, mas sim pessoas comuns marcadas por experiências e traumas conseqüentes de uma condição social marginalizada. Sempre em preto e branco Arbus fotografou todo tipo de gente, crianças, velhos, travestis, imigrantes, loucos, atores, “freaks”. Com sua Rolleiflex em punhos Diane Arbus procurava em seus modelos suas próprias inquietações diante do mundo em que vivia. Seu olhar tinha a capacidade de transformar tudo em loucura e estranhamento. Suas fotos intrigam. “Um retrato é um segredo sobre um segredo”, disse.
Diane Arbus se suicidou em 1971. Algumas pessoas dizem que esse fato parece garantir a sinceridade de sua obra.
O que seria “Photo du jour” ?
Uma foto que cause no primeiro segundo algum tipo de sentimento. Seja ele de raiva, dor ou indignação. Seja ele de alegria, vontade ou beleza.
A ” Foto do dia” será na verdade a foto da semana. Servirá de fundo pra novas idéias, de reflexão para novos pensamentos.
Hoje, “la photo du jour” é de JR, meu mais novo fotógrafo favorito.
Francês, clandestino, ele transforma as ruas de Paris (e qq uma que desejar) em verdadeiras galerias. Assim entra no cotidiano das pessoas, no caminho delas. Já trabalhou em diversos projetos envolvendo intervenção urbaba e fotografia, entre eles 28 Millimètres e Face2Face.
Começou hoje no Museu da FAAP em São Paulo a exposição “Rockers.Bob Gruen”. Com a curadoria de Supla a exposição contará com mais de 300 imagens. O salão cultural do museu ficará “coberto” de estrelas do rock como John Lennon, Stones, Zeppelin e Bob Dylan.
Bob Gruen é fotógrafo desde os anos 70.
Sua carrreira deu um salto quando conheceu Tina Turner e sua banda, a Elephant’s Memory. A partir daí Bob conheceu Sex Pistols, The Clash, Led Zeppelin e outras bandas e se tornou um dos fotógrafos mais conhecidos do mundo do rock.
Vá ver se possível…
Local:
Museu de Arte Brasileira da FAAP
Rua Alagoas, 903 – Higienópolis – São Paulo – SP
Horário:
Terça a Sexta, das 10h às 21h (última entrada às 20h)
Sábados, Domingos e Feriados, das 13h às 18h (última entrada às 17h)
ENTRADA GRATUITA
Para saber mais sobre a exposição, ligue para (11) 3662-7198

Fotografia e intervensão. Essas foram as únicas armas utilizadas por JR e Marco para “promover a paz” entre palestinos e israelenses. Partindo do ponto de que esses dois povos são como filhos gêmeos criados em famílias diferentes, os criadores de Face2Face capturaram imagens de pessoas dos dois lados e as colaram em locais onde seria impossível não ver. E um dos lugares escolhidos foi o muro construído por Ariel Sharon, símbolo físico de segregação entre palestinos e israelenses.
JR, fotógrafo responsável pelas imagens, capturpou expresões engraçadas de pessoas comuns, taxistas, fazendeiros, professores, homens, mulheres, um rabino, um padre, e um líder islamico. Todos foram colocados face a face. Palestinos e israelenses estavam juntos e felizes. E andando pelas ruas podiam rir e refletir sobre a questão da convivência e compreender as diferenças e aprender a respeitá-las.
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